Os
eletroeletrônicos são equipamentos que se tornaram parte integrante de nossas
vidas, quase como uma parte do corpo humano, presentes em nossas casas,
escritórios; sempre em nossas mãos ou ao alcance delas, como no trabalho, lazer
e nos momentos de estudos. Eles são ainda indispensáveis na elaboração das
atividades domésticas e ocupam um espaço cada vez maior no nosso dia a dia. A
cada dia, esses equipamentos tão necessários possuem vida útil cada vez menor,
seja pela mudança tecnológica ou pela utilização em grande escala. A junção da
necessidade cada vez maior e da vida útil cada vez menor leva ao descarte cada
vez mais constante.
Em
2016, o mundo gerou 44,7 milhões de toneladas de lixo eletrônico, 3,3 milhões
de toneladas (8%) a mais do que em 2014. O montante equivale ao peso de quase
4.500 torres Eiffel. Esse crescimento já era previsto uma vez que a média de
produção de lixo eletrônico de um cidadão europeu foi estimada em 14kg anuais.
Nesse cenário ainda existe a estimativa de que somente 11% do resíduo
eletroeletrônico mundial são destinados a algum tipo de reciclagem. No último
levantamento divulgado pela Global E-Waste Monitor 2017, o relatório
internacional elaborado pela Universidade das Nações Unidas (UNU) em parceria
com a União Internacional das Telecomunicações (UIT) e a ISWA – International
Solid Waste Association (Associação Internacional de Resíduos Sólidos), aponta
para uma geração de 8,3 quilogramas de lixo por ano para cada brasileiro. Nesse
ritmo, a produção de “sucata pós-moderna” pode ter chegado a 52,2 milhões de
toneladas em 2021. E o pior é que apenas 20% do montante possa ter sido
reciclado.
Mas
onde e como descartar esses equipamentos que, em seus resíduos, possuem metais
preciosos. Os famosos Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos (REEE) podem e
devem ser reciclados, reduzindo assim a exploração dos recursos naturais e a
contaminação da natureza pelos metais pesados que também fazem parte de sua
constituição e que podem causar grandes danos à saúde humana e ao meio
ambiente. Assim, mapear a cadeia reversa dos REEE, identificar as limitações e
as oportunidades presentes nesta cadeia, propor e organizar ações que venham
buscar o ponto de equilíbrio para uma logística reversa sustentável são
necessidades cada dia mais urgentes e que devem atender aos princípios e
instrumentos introduzidos pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS),
consoante a Lei 12.305/2010.
Com
todas essas informações, apresentamos o Projeto de Descarte Solidário de
Eletroeletrônicos realizado pelo ROTARY RJ ILHA DO GOVERNADOR, a partir do
projeto original do Rotary Clube de Volta Redonda. Além de recolher o lixo
eletroeletrônico, dando a ele o destino correto, beneficiaremos instituições da
comunidade insulana. As primeiras beneficiadas serão o Hospital Nossa Senhora
do Loreto e a FAETEC Ilha do Governador.
Nosso
PROJETO DESCARTE SOLIDÁRIO conta com o apoio da Sub Prefeitura do Rio de
Janeiro e da GRES União da Ilha do Governador.
Faça
o descarte correto de seu lixo eletroeletrônico e ajude a sustentabilidade do
Meio Ambiente e diretamente uma instituição!
Contamos
com a participação de todos os insulanos nesse Projeto.