13 julho, 2020

COMO USAR RESILIÊNCIA PARA FORTALECER ROTARY CLUBS DURANTE TEMPOS DIFÍCEIS

Imagem: Vozes do Rotary
Resiliência é o processo de adaptação diante de adversidades. Quando vivemos um evento traumático ou estressante, nosso cérebro mostra uma série de caminhos para nos proteger. Estes processos biológicos ajudam a nos manter seguros. É durante nossa recuperação desses eventos que crescemos, mudamos e nos fortalecemos. 
Muitos de nós estamos vivendo essa realidade diante da pandemia da covid-19. A boa notícia é que existem maneiras de aumentar nossa capacidade de resiliência, e podemos usar este tempo para fortalecer o Rotary, trabalhando juntos para aumentar a capacidade de resiliência dos nossos companheiros e clubes. Veja, a seguir, algumas dicas de como fazer isso: 
Conexões. Uma base essencial para a resiliência é simplesmente conectar-se com outras pessoas. Entre em contato com outros associados por telefone, mensagem de texto ou e-mail para saber como estão e garantir que tenham acesso às reuniões virtuais. Além disso, conecte seu clube com outros clubes para ampliar sua participação na comunidade global do Rotary. 
Perspectiva. Quando vivemos adversidade continuamente, é muito fácil perder a esperança. Ajude os associados a manter uma perspectiva realista e positiva. Atualmente, os Rotary Clubs estão enfrentando vários desafios, incluindo a adaptação a novas plataformas de reuniões e preocupação com o quadro associativo ou doações. Lembre-se de que os desafios que você enfrenta hoje não são um reflexo do seu futuro. A maneira em que responder aos desafios de hoje moldará o amanhã. 
Bem-estar. Estamos vivendo em um tempo em que palavras como “quarentena”, “lockdown” e “fadiga do zoom” são comuns e fáceis de entender. Promova e priorize o bem-estar entre os associados, pedindo que compartilhem durante as reuniões virtuais maneiras pelas quais estão cuidando de si mesmos e de suas famílias. Seja compreensível quando alguém precisar de uma pausa, não puder participar de uma reunião ou levar alguns dias para responder a um e-mail. Este não é o momento de registrar quem está fazendo mais ou menos. Seja gentil ao falar e ouvir. 
Propósito. Quando energizamos outras pessoas, recarregamos também nossas próprias baterias, o que promove a autoestima e aumenta os sentimentos de propósito e valor. Planeje projetos humanitários que poderá realizar com outros companheiros. Realizar projetos menores, em vez de apenas as iniciativas de grande porte em andamento, dá a todos a oportunidade de prestar serviços humanitários. 
Gratidão: Refletir intencionalmente sobre motivos pelos quais somos gratos pode liberar neurotransmissores, como a serotonina e a dopamina, os quais nos fazem sentir alegria ou felicidade. Reserve um momento para agradecer aos seus companheiros e crie oportunidades para que todo clube expresse gratidão à sua comunidade e parceiros. 
Quando cuidamos coletivamente dos nossos associados, abrimos caminhos para aumentar e promover a resiliência. Quando ampliamos estas práticas a toda a organização, criamos novas oportunidades de fortalecer os clubes e melhorar a experiência dos associados. 
O mundo merece rotarianos e Rotary Clubs que sejam resilientes, adaptáveis e fortes. Além de cuidar do próximo, não se esqueça de cuidar de si mesmo. 
Fonte: Vozes do Rotary - Autora: Jenny Stotts - Associada fundadora do Rotary Club de Athens Sunrise, EUA, e presidente da Comissão de Desenvolvimento do Quadro Associativo do Distrito 6690. Ela também é assistente social, defensora de menores e especialista em traumas.

10 julho, 2020

POR QUE O ANO ROTÁRIO COMEÇA EM 1º DE JULHO?

Já parou para pensar por que o ano rotário começa no dia 1° de julho? Isso se deve, em grande parte, à Convenção do Rotary. No princípio, a Convenção tinha um papel crucial no estabelecimento do início do ano fiscal e administrativo.
O primeiro ano fiscal do Rotary começou no dia seguinte ao encerramento de sua primeira Convenção, em 18 de agosto de 1910. O ano fiscal 1911-12 seguiu a lógica, com a diferença que começou no primeiro dia da Convenção de 1911, em 21 de agosto.
Em sua reunião de agosto de 1912, o Conselho Diretor do RI encomendou uma auditoria na Associação Internacional de Rotary Clubs. Os auditores recomendaram que a
Participantes da primeira Convenção dos Rotary Clubs da América,
 realizada em 1910 em Chicago.
O primeiro ano fiscal do Rotary começou no dia seguinte
 ao encerramento desta Convenção.
organização finalizasse seu ano fiscal em 30 de junho, para dar ao secretário e tesoureiro tempo suficiente de preparar os detalhes financeiros para apresentação na Convenção e ao Conselho Diretor, e determinar o número de delegados de clube presentes no evento.

A Comissão Executiva concordou e, na reunião de abril de 1913, designou 30 de junho como o último dia do ano fiscal. A medida permitiu mudanças no período de entrega de relatórios de quadro associativo e pagamentos dos clubes. Até mesmo a revista The Rotarian, a partir da edição de julho de 1914, mudou seu sistema de numeração para refletir o ano fiscal em vigor até hoje.
As Convenções do RI continuaram acontecendo em julho ou agosto até 1917. Na Convenção de 1916, em Cincinnati, EUA, foi aprovada uma resolução mudando o evento para junho, principalmente por causa do calor em julho e agosto nas cidades que poderiam sediar a Convenção. Assim, a próximo evento aconteceu de 17 a 21 de junho em Atlanta, também nos EUA.
Desde 1913, o termo "ano rotário" tem sido usado para marcar o período administrativo anual da organização. Um artigo da The Rotarian de julho do mesmo ano informava: “O ano rotário que está para se encerrar foi pontuado por excelentes reuniões conjuntas de clubes.”
Desde 1913, o ano rotário sempre termina em 30 de junho.

• Leia mais histórias do Rotary 

Fonte: Rotary International .

09 julho, 2020

ReuniãoVirtual de 08/07/2020 - Posse de Associado

O Rotary RJ Ilha do Governador continua com suas Reuniões Virtuais usando a plataforma Zoom. Tem funcionado muito bem e mostrado que a produtividade da reunião é altamente satisfatória, mostrando que se mostra uma boa ferramenta para desenvolvimento e debates sobre projetos que venham beneficiar a sociedade insulana. 
As Reuniões Virtuais do Rotary RJ Ilha do Governador ocorrem todas as terças-feiras, às 18:00 horas, horário de Brasília. Caso esteja interessado em participar, entre em contato pelo email rotaryrjilha@gmail.com para que seja possível enviar o link para a Reunião.
A Reunião de 08/07/2020 foi iniciada pelo Presidente Carlos Felipe com o toque do sino virtual e a solicitação de saudação à Bandeira Nacional. Em seguida passou a palavra ao Companheiro Sylvio Augusto Regalla Júnior para o serviço de Protocolo da Reunião.
Durante o transcurso da reunião foi empossado o Sr. Luiz Carlos Dias, na categoria de Associado Representativo, ele que já fora Presidente do Clube no período 2002-2003. Por ocasião da nova admissão o novo Companheiro foi saudado por seu Padrinho Sylvio Augusto Regalla e recebeu as boas vindas dos Companheiros presentes.
Durante a reunião foram tratados assuntos de interesse do Clube, incluindo proposta de Projeto para atender à sociedade insulana.
A Reunião foi encerrada às 19:30 horas pelo Presidente Carlos Felipe, com o toque do sino virtual e a saudação ao Pavilhão Nacional pelos presentes.
Abaixo seguem imagens da Reunião.


 

 

 

 

07 julho, 2020

BOLETIM 01 DO PERÍODO 2020-2021 e BOLETIM DA SAUDADE Nº 15

Iniciamos um novo Ano Rotário: 2020-2021! Mais uma etapa na história do Rotary RJ Ilha do Governador. Mais uma etapa que promete grandes conquistas!
Em que pese as condições adversas que vive o mundo devido à pandemia do covid-19, novas esperanças surgem em Rotary, por conta do trabalho que se faz necessário junto ao ambiente social e, cada vez mais.
Apresentamos hoje o primeiro Boletim Semanal do Período 2020-2021 do Rotary Ilha do Governador, presidido pelo Companheiro Carlos Felipe Arantes Lemos, acompanhado de sua esposa Cláudia. e também o Boletim da Saudade de nº 15, trazendo mais sobre a história do Clube, falando em especial, sobre a trajetória do Companheiro Edson Barbosa de Freitas e de sua grande contribuição para o Clube.
Destacamos no Boletim nº 1 do Período, a palavra do Presidente, abordando o Lema do Período "O Rotary Abre Oportunidades", bem como a primeira Página Feminina escrita por Cláudia, com o tema "Tudo Mudou". Vale a pena a leitura! O Boletim traz também um breve relato da Reunião Virtual com a Posse do Presidente 2020-2021.
Clicando nas imagens abaixo, será possível o acesso completo a cada um dos Boletins. Boa leitura!

                

06 julho, 2020

O Sonho

Do mesmo modo que Martin Luther King, eu também tive um sonho. Também tive a ventura de exclamar: “I have a dream”, não diante do memorial de Lincoln, mas diretamente de nossa tribuna.
Sonhei que um dia recebi uma mensagem do Governador eleito de Rotary, que iria tomar posse o nosso distrito. Vou transcrever a mesma:
Prezados companheiros: Em nossa última reunião de planejamento para o nosso período ficou decidido que:
A-   A minha posse será realizada em uma reunião normal de meu clube.
B-  Cada presidente de clube também deverá tomar posse em uma reunião comum de seu clube.
C- Estas reuniões serão denominadas de “Reunião de transmissão de Tarefas”.
D- Cada companheiro, convidado ou visitante que tivesse a intenção de comparecer a posse para prestigiar o Governador, ao invés de comprar um convite, deverá fazer uma doação, correspondente ao custo do convite no valor de R$ 120,00, que posteriormente será enviado a Fundação Rotária com destino a Pólio Plus. Esperamos com isto doar cerca de R$ 100.000,00 ( parte dos convites e parte das despesas da festa).
E-  Os clubes deverão fazer o mesmo e doar o apurado a um projeto existente em seu território. Assim teríamos pelo menos a doação de cerca de R$ 6.000,00 e que multiplicado pelo numero de clubes daria um total aproximado de R$ 372.000,00.
F-  A reunião de Planejamento do período ao invés de ser realizada em um luxuoso hotel ou resort em um longo final de semana,  será realizada durante dois sábados em um local público, cedido graciosamente. O dinheiro destinado a este evento e o montante que seria gasto por cada participante seria destinado a cobrir a parte dos clubes num grande projeto da Fundação Rotária, a ser proposto. Podemos estimar cerca de R$ 300.000,00.
G-  A conferencia será realizada na cidade do Rio de Janeiro, evitando despesas de viagem e hospedagem. Teremos apenas um almoço, tipo executivo, de congraçamento. A economia é estimada em cerca de R$ 300.000,00 e que serão empregados em um projeto a ser definido.
H-  O Guia Distrital não será editado. Na primeira carta mensal, que será enviada antes da posse, será informada a composição da equipe da Governadoria. A equipe será composta por cerca de 20 companheiros e poderá pedir apoio eventual aos outros companheiros. A economia advinda deste procedimento será empregada na ampliação e modernização da Carta Mensal, que será um importante meio de divulgação e doutrinação.
Subitamente fui acordado por um telefonema me convidando para comparecer a grande festiva de posse da Governadoria, que será realizada nos salões do Copacabana Palace; os convites no valor de R$ 300,00 já estão disponíveis. Com a intenção de termos o maior comparecimento de pessoas de todos os tempos, será oferecido um pacote de viagem para Chicago (sede do Rotary) para o clube com maior presença proporcional sortear entre os companheiros. Para aumentar e facilitar a venda dos convites é sugerido que se faça um consórcio para esta finalidade.
Nesta situação desliguei e fui procurar um Rivotril para tentar voltar a sonhar!
Fonte: Boletim nº 03 - Período 2015-2016, do Rotary RJ Ilha do Governador - Sylvio Augusto Regalla

02 julho, 2020

O ALGO MAIS DO PÓLIO PLUS

Estamos fazendo muito mais do que erradicar a pólio.
A pólio afetou a vida de Musa Muhammed Ali (na foto ao lado), um agricultor do estado de Borno, na Nigéria, de muitas maneiras. Sempre que precisava comprar ração para seus animais, ele tinha que pagar por algum transporte. Mas, após receber uma handbike financiada com subsídios do Pólio Plus do Rotary, Ali pôde usar seu dinheiro para outras necessidades. Sua vida foi mudada pelo "algo mais" do Pólio Plus.
Quando falamos sobre o Pólio Plus, que, em tradução literal seria Pólio Mais, sabemos que ele trata da erradicação da pólio, mas será que percebemos quantos benefícios adicionais o programa proporciona? O "mais" é outra coisa que é fornecida como parte da campanha de erradicação da pólio. Pode ser uma handbike, acesso à água, tratamento médico adicional, mosquiteiros ou sabonete. Um estudo de 2010 estima que gotas de vitamina A dadas às crianças juntamente com a vacina contra a pólio previnem 1,25 milhão de mortes, ao diminuir a suscetibilidade a doenças infecciosas.
Nessa matéria, levamos você à Nigéria, que em breve poderá ser declarada livre do poliovírus selvagem, e mostramos algumas das muitas maneiras pelas quais a campanha de erradicação da pólio está melhorando vidas.
PREVENÇÃO DE DOENÇAS
É difícil realizar campanhas de vacinação contra a pólio no norte da Nigéria, onde a insurgência do Boko Haram desalojou milhões de pessoas, levando à desnutrição e a aumentos de doenças. Quando a segurança permite, os profissionais de saúde trabalham com zelo para levar a vacina contra a pólio e outros serviços de saúde a todas as crianças, percorrendo cada barraca dos acampamentos para pessoas deslocadas devido à guerra. Os profissionais de saúde retratados aqui estão em Maiduguri, capital de Borno, onde a insurgência começou há 10 anos.
A Iniciativa Global de Erradicação da Pólio (GPEI), da qual o Rotary é o principal parceiro, financia 91% de toda a equipe de imunização na região da África da Organização Mundial da Saúde. Esses funcionários são figuras-chave na luta contra a pólio e outras doenças: 85% dedicam metade do seu tempo à imunização, vigilância e à resposta a surtos de outras iniciativas. Por exemplo, os profissionais de saúde de Borno usam o sistema de vigilância da pólio, que detecta novos casos da doença e determina onde e como eles se originaram, para encontrar pessoas com sintomas de febre amarela. Em 2018, durante uma epidemia de febre amarela, essa foi uma das muitas estratégias que resultaram na vacinação de 8 milhões de pessoas. Durante um surto de ebola na Nigéria em 2014, os profissionais de saúde impediram que a doença se espalhasse para além dos 19 casos relatados, usando métodos desenvolvidos para a campanha de erradicação da pólio a fim de encontrar alguém que pudesse ter entrado em contato com uma pessoa infectada.
As crianças protegidas contra a pólio ainda enfrentam outras doenças e, em Borno, a malária mata mais pessoas do que todas as outras doenças combinadas. Em todo o mundo, uma criança morre de malária a cada dois minutos. Para impedir sua propagação, mosquiteiros tratados com inseticida, como o da foto que Hurera Idris está instalando em sua casa, são frequentemente distribuídos de graça durante eventos de imunização contra a pólio. Em 2017, a Organização Mundial da Saúde, um dos parceiros do Rotary na GPEI, organizou uma campanha para entregar medicamentos contra a malária a crianças em Borno, usando a equipe e infraestrutura da erradicação da pólio. Foi a primeira vez que medicamentos antimaláricos foram entregues em larga escala junto com a vacina contra a pólio, chegando a atingir 1,2 milhão de crianças.
O Rotary e seus parceiros também distribuem sabonete e organizam serviços de saúde em campo para tratar de outras condições. "O 'algo mais' varia de uma região para outra. Dependendo do ambiente e do que é visto como necessidade, tentamos diminuir a lacuna", afirma Tunji Funsho, presidente da Comissão Pólio Plus da Nigéria. "Parte do motivo de recebermos rejeições quando imunizamos crianças é que estamos fazendo isso há muito tempo. Nessa parte do mundo, as pessoas olham para aquilo que é gratuito e persistente com suspeita. Apenas quando sabem que há algo mais, famílias relutantes levam seus filhos para serem imunizados".
As contribuições dos rotarianos ao Pólio Plus ajudam a pagar pelo planejamento feito por especialistas técnicos, por esforços de comunicação em larga escala para conscientizar as pessoas sobre os benefícios da vacinação e pelo apoio de voluntários que vão de porta em porta.
Os mobilizadores comunitários voluntários são uma parte crucial das campanhas de vacinação nas comunidades de mais difícil alcance da Nigéria. Os voluntários são selecionados e treinados pelo UNICEF, um dos parceiros do Rotary na GPEI, e depois colocados na comunidade ou no acampamento para pessoas deslocadas em que vivem. Eles aproveitam o tempo que passam com os membros da comunidade tratando da pólio para falar de outras estratégias que melhoram a saúde das famílias. Fatima Umar, a voluntária da foto, está ensinando Hadiza Zanna sobre higiene e saúde materna e explicando por que a vacinação contra a pólio é tão importante.
Os rotarianos nigerianos há tempos estão à frente quando o assunto é aumentar o apoio para a iniciativa da pólio. Por exemplo, Sir Emeka Offor, associado do Rotary Club de Abuja Ministers Hill, e sua fundação colaboraram com o Rotary e o UNICEF na produção de um áudio-livro chamado Yes to Health, No to Polio (em tradução livre, Sim para a saúde, não para a pólio), usado por profissionais de saúde.
FORNECIMENTO DE ÁGUA LIMPA
Atender a uma necessidade essencial de longo prazo, como o acesso a água limpa, ajuda a construir relacionamentos e a confiança dos membros da comunidade. Nos acampamentos para pessoas deslocadas, os vacinadores às vezes são confrontados com a frustração. "As pessoas dizem: 'Não temos água e você vem dar gotas de pólio'", explica Tunji Funsho. O Rotary e seus parceiros responderam a isso financiando 31 poços movidos a energia solar para fornecer água limpa no norte da Nigéria, e continuam trabalhando nisso. À esquerda, mulheres e crianças coletam água de um poço no assentamento de Madinatu, onde vivem cerca de 5.000 pessoas deslocadas.
O fornecimento de água limpa a comunidades vulneráveis é uma prioridade do programa Pólio Plus não apenas na Nigéria, mas também no Afeganistão e Paquistão, países que continuam endêmicos ou onde a transmissão do vírus nunca foi interrompida. "Fornecer água também é um trabalho nobre", justifica Aziz Memon, presidente da Comissão Pólio Plus do Paquistão.
O acesso à água potável segura também é um aspecto importante da estratégia de fase final da GPEI, que incentiva esforços que "asseguram que as populações atingidas pelas campanhas de pólio também possam acessar serviços básicos necessários, como água potável, saneamento e nutrição". Como o poliovírus se espalha pelos resíduos urbanos, é fundamental garantir que as pessoas não bebam nem tomem banho em água contaminada a fim de erradicar a doença. Bunmi Lagunju, coordenador do projeto Pólio Plus na Nigéria, relata que instalar os poços também ajudou a impedir a propagação do cólera e de outras doenças nos acampamentos.
As comunidades que contam com uma fonte confiável de água limpa desfrutam de uma taxa reduzida de doenças e uma melhor qualidade de vida. "Quando chegamos ao acampamento, não havia poço. Tivemos que ir à fábrica de blocos próxima para conseguir água, o que foi difícil porque a fábrica nos deu apenas uma quantidade limitada", explica Jumai Alhassan (nas fotos acima, no canto inferior esquerdo dando banho em seu bebê). "Somos muito gratos pelas pessoas que nos forneceram água".
CRIAÇÃO DE EMPREGOS
A pólio deixou Isiaku Musa Maaji deficiente, com poucas opções para ganhar a vida. Aos 24 anos, ele aprendeu a construir handbikes (ou triciclos operados pelas mãos) projetadas para fornecer mobilidade a adultos e crianças com deficiência. Mais tarde, começou seu próprio negócio montando esses veículos. Ele conta que sua primeira oportunidade surgiu quando um governo local fez um pedido experimental. Ficaram impressionados com o produto e os pedidos continuaram. A Comissão Pólio Plus da Nigéria encomendou recentemente 150 handbikes de Maaji para distribuir a sobreviventes da pólio e a outras pessoas com problemas de mobilidade. O relacionamento que ele estabeleceu com os rotarianos locais o motivou a participar das campanhas de vacinação de porta em porta.
"Não é fácil ser desafiado fisicamente", ele afirma. "Eu saio para educar outras pessoas sobre a importância da vacina contra a pólio porque não quero que mais ninguém seja vítima dessa doença". Aliyu Issah se considera uma pessoa sortuda, pois é capaz de se sustentar graças à pequena loja de conveniência que possui. Ele conhece outros sobreviventes da doença que participaram de programas de treinamento de habilidades, mas que não têm dinheiro para iniciar um negócio e são forçados a pedir esmola na rua. A GPEI, no entanto, oferece um trabalho especialmente adequado aos sobreviventes da pólio: educar outras pessoas sobre os efeitos da doença.
"Alguns dos meus amigos que costumavam ser mendigos agora administram seus próprios pequenos negócios com dinheiro que ganham trabalhando na campanha de imunização de porta em porta", exemplifica Issah.
PROMOÇÃO DOS CUIDADOS COM A SAÚDE 
Em Maiduguri, Falmata Mustapha anda em uma handbike doada pela Comissão Pólio Plus da Nigéria. Para uma campanha de imunização de porta em porta, vários profissionais de saúde se juntaram a ela, levando as gotinhas a áreas que não contam com cuidados básicos de saúde. Dados do UNICEF mostram que sobreviventes da pólio como Mustapha têm uma taxa de sucesso notável convencendo pais relutantes a vacinar seus filhos. Em média, os sobreviventes convencem sete de cada 10 pais com quem conversam. Em locais onde a desinformação e rumores deixaram as pessoas hesitantes em vacinar, o papel dos sobreviventes na fase final do esforço de erradicação é fundamental.
"Desde quando comecei a trabalhar com a equipe, tenho visto um aumento no cumprimento da imunização na comunidade", afirma Mustapha. "Sou bem vista na comunidade por causa do meu trabalho e fico feliz com isso." Graças à campanha de erradicação da pólio, 18 milhões de pessoas em todo o mundo que teriam morrido ou ficado paralisadas estão vivas e andando. Apoiados pelos subsídios do Pólio Plus, profissionais de saúde e voluntários criaram uma infraestrutura de fornecimento de assistência médica e coleta de dados que não existia antes em muitas partes do globo. Ela já está sendo usada para melhorar os cuidados gerais com a saúde e combater outras doenças, provando que o legado do Pólio Plus não é apenas erradicar uma doença mortal do planeta, mas também construir um sistema de saúde mais forte e com melhor acesso a intervenções que salvam vidas das crianças mais vulneráveis do mundo. 

Essa história foi publicada originalmente na edição de outubro de 2019 da revista The Rotarian. História escrita por Vanessa Glavinskas. Imagens por Andrew Esiebo - Setembro de 2019.

A campanha de erradicação da pólio precisa da sua ajuda para chegar a todas as crianças. Graças à Fundação Bill e Melinda Gates, sua contribuição será triplicada. Para doar, acesse endpolio.org/pt/donate.

Fonte: Informativo Elimine a Pólio Agora - Junho de 2020.


01 julho, 2020

Uma vida a serviço de quem precisa

Imagem: Maranhão Hoje
Em São Luís do Maranhão, o jovem Antonio Brunno construiu um legado de amor para sua família e para pessoas que nunca chegou a conhecer.
De que somos feitos, além de tempo? O que podemos fazer do tempo que nos é concedido? Quanto tempo leva para se construir a obra de uma vida? Antonio Brunno Pessoa Sousa conseguiu, em nove meses, traçar as diretrizes de um legado de acolhimento que, nos últimos cinco anos, só faz aumentar. Quem vive na cidade de São Luís pode ter conhecido Antonio Brunno, ainda criança, dedicado a Conferências Vicentinas na capital maranhense. Filho de uma família católica, em meados da década de 1990, aos sete anos de idade, ele ingressou nesse movimento leigo ligado à igreja e que assiste os mais desfavorecidos. Seus conterrâneos também podem tê-lo presenciado, por volta de 2010, já na juventude, vestido de palhaço para levar alegria às crianças internadas no Hospital do Câncer Aldenora Bello.
Para nós, aqui na revista, a história de Antonio Brunno chegou por meio de um telefonema, apresentada por Pedro Ivo de Carvalho Viana. “É muito bonita, apesar de haver um lado triste”, ele nos contou uma tarde, já quase no final de março, coincidentemente na véspera de começarmos a planejar esta edição. Pedro Ivo foi governador do distrito 4490 em 2012-13 e faz parte do Rotary Club de São Luís-Praia Grande. Ele nunca chegou a conhecer pessoalmente o
jovem, mas sabe de sua herança de solidariedade.
Desde bastante novo, Antonio Brunno manifestou preocupação em cuidar. “Ele
sempre sonhou trabalhar para nos acolher na velhice, a mim e minha esposa, Fátima, mãe dele. E ver os irmãos formados, tanto que a faculdade do Antonio Denis e da Adriana era ele que pagava”, conta Antonio Lima Sousa, o pai. Tendo esses objetivos em mente, Antonio Brunno começou logo a trabalhar e, aos 18 anos, era dono de uma fábrica de ração.socialmente e, religiosamente, era realizadíssimo também. Ele era muito feliz, muito maduro”, recorda o pai. A possibilidade de ajudar quem precisasse dele era uma das razões da felicidade de Antonio Brunno. Foi assim desde os sete anos de idade e pelos 15 anos seguintes. Só que os caminhos da vida seguem além da nossa compreensão e o jovem, que havia dois anos e meio visitava o hospital nos fins de semana para levar alegria às crianças, foi diagnosticado com câncer no mediastino. Antonio e Fátima buscaram tratamento para o filho no Hospital Geral Tarquínio Lopes Filho, o Hospital de Câncer do Maranhão, onde Antonio Brunno foi surpreendido por uma realidade até então desconhecida para ele: a das dificuldades enfrentadas por famílias carentes que saíam do interior do Estado para buscar tratamento e não tinham onde ficar. “Ele queria alugar uma casa para elas e, como não fizemos, por conta de ele estar doente, passou a levar as pessoas lá pra casa”, revela Antonio.
Com esse primeiro gesto, o jovem começou a dar vida à Fundação Antonio Brunno – uma casa que acolhe de forma gratuita pacientes oncológicos carentes, oriundos do interior do Maranhão, e também seus acompanhantes –,
ainda que ela só viesse a existir de fato mais de um ano e meio depois, após sua morte.
“Enquanto ele abrigava as pessoas na nossa casa, começou a desenhar o projeto, fazer as regras, as normas”, explica o pai. Durante os nove meses em que enfrentou o câncer, uma das maiores preocupações de Antonio Brunno foi detalhar como a casa de apoio funcionaria. Com o passar do tempo, a doença foi se agravando, e a família viajou para São Paulo em busca de outros tratamentos. Mesmo debilitado, o jovem fez questão de visitar casas de apoio no município de Barretos para ampliar seu próprio projeto, que seria colocado em prática assim que ele voltasse restabelecido a São Luís. Outra grande preocupação de Antonio Brunno nessa época era nunca desperdiçar uma chance de ajudar. “Não devemos perder tempo, pois se não viabilizarmos a ajuda hoje, amanhã pode ser tarde demais. Aí perco a oportunidade de fazer aquilo que eu tinha que fazer”, ele costumava dizer.
Um dia chegou o momento em que suspender as visitas lúdicas às crianças pacientes de câncer se tornou inevitável, mas isso não fez com que Antonio Brunno desistisse desse trabalho. Ele teve a ideia de convidar dez amigos para participarem e, dessa forma, criou o projeto Donnos da Alegria. “Ele não atuou nesse grupo, porque estava doente quando o criou.
Aí minha filha, vendo o desejo dele de formar o grupo lúdico, organizado, difundiu esse trabalho. Hoje estamos na nona turma e já formamos 790. Todo ano abrimos inscrição para os jovens que querem participar. Somos pioneiros nesse segmento aqui em São Luís”, diz o pai. Os jovens selecionados são preparados por seis meses e passam por uma prova.
“Ele sempre falou para trabalhar com alegria e amor”, recorda a caçula Adriana Sousa. Antonio Brunno era o irmão do meio.
A família trabalha unida no legado social de Antonio Brunno. O pai preside a fundação, a mãe coordena a casa e os filhos são responsáveis pela comunicação. Adriana é também coordenadora do Donnos da Alegria e esse projeto, por sua vez, coordena outro, o Filhos de Antonio Brunno, iniciado em 2013 para doar cestas básicas mensais. “Todo mês Antonio Brunno comprava algumas cestas e dava para as pessoas. Depois que ele faleceu, eu quis manter essa chama da caridade na fundação e cadastrei 12 famílias. Hoje nós temos 120 famílias e esse projeto tem um custo médio de 14 mil reais por mês, só que é tudo doado”, conta o pai.
A casa de apoio em si foi fundada por Antonio e Fátima um ano após a morte do filho. “Era para ele tomar conta, só que Deus quis que não fosse assim, e nós, de posse desse projeto, colocamos em prática”, explica o pai. Até o momento, a casa, que tem o custo mensal médio de 80 mil reais, é mantida totalmente por meio de doações – sendo 3.000 reais oferecidos pela Fundação Humanitária Portuguesa – e pela verba levantada com a realização de eventos. Atualmente, a capacidade de acolhimento é de 70 a 80 pessoas por dia. Desde o início das atividades, o número de beneficiados soma 980. Além dos projetos mencionados, são oferecidas aulas de informática, inglês e alfabetização. “Oitenta e cinco por cento dos nossos pacientes são analfabetos”, revela Antonio.
Para manter todas essas iniciativas funcionando, a fundação conta com forte apoio da comunidade e grande ajuda do voluntariado. Há cerca de quatro anos, rotarianos voluntários na casa aproximaram a Fundação Antonio Brunno do Rotary Club de São Luís￾São Francisco. “Então intensificamos o trabalho”, diz Saul Edilberto Pacheco Carvalho, presidente do clube. Mais constantemente, esse trabalho significa ajudar com doações de mantimentos e material de apoio, como colchões e fraldas, por exemplo. “Eles estão sempre precisando”, informa o presidente. Mas o clube também se mostrou parceiro em duas ocasiões especiais: por meio de um associado que possui uma agência de publicidade, criou a arte para uma campanha permanente de divulgação e arrecadação lançada em 23 de fevereiro, dia do aniversário do Rotary.
“Era um grande sonho da Fundação Antonio Brunno ter esse layout.
Também colocamos 10 outdoors na cidade por um prazo de duas semanas”, conta Saul.
Outra ocasião importante foi quando um associado que é advogado prestou assessoria jurídica na regularização de um terreno que a fundação recebeu da prefeitura e onde está iniciando a construção de sua sede própria. Atualmente, a casa de apoio funciona em um imóvel alugado a 1.800 reais por mês. Na nova casa, a capacidade de acolhimento subirá para 220 pessoas por dia e ainda estão previstos consultórios, ambulatório, biblioteca, brinquedoteca e uma ala infantil. Em reconhecimento ao importante papel desempenhado pela fundação no Estado, o Rotary Club de São Luís Praia Grande ofereceu a Antonio, o pai, a medalha Acyr Marques, sua maior comenda. Sempre que possível, o clube colabora com a instituição, e a Casa da Amizade de São Luís costuma fornecer próteses mamárias para as pacientes. “É muito bonito o trabalho deles e envolve todo mundo”, enaltece o governador Pedro Ivo.
A dedicação a esses projetos foi o que deu um novo sentido à vida de Antonio e Fátima após a partida do filho. “Pensando pelo lado místico da coisa, é como se ele tivesse criado o projeto para que a gente não morresse, para que os pais pudessem viver um bocadinho mais”, interpreta Antonio. Ele recorda com carinho toda a trajetória do filho, e não faz ressalvas nem mesmo aos nove meses de luta contra o câncer. 
“Foi uma fase em que ele falou muitas coisas bonitas, realizou muitas coisas”, avalia o pai. Algumas das frases deixadas por Antonio Brunno acompanham as ilustrações desta reportagem e todas estão reunidas em um livro que Antonio sonha publicar para tornar mais conhecida a vida do filho. “Antonio Brunno não morreu. Todo dia ele é falado pelos pacientes, é elogiado, é amado. A minha recompensa é essa. 
Ele continua comigo em um estágio mais avançado”, diz o pai.
Uma das frases que Antonio Brunno gostava de dizer era: “Amo estar onde alguém precisa de mim”. Ele era feito de afeto, alegria, solidariedade, fé, sensibilidade. Na manhã de 28 de março de 2011, serenamente, uma parte dele se despediu, aos 22 anos de idade. Outra permanece em São Luís, na casa que ele sonhou e onde tantas vidas de pessoas que nunca chegou a conhecer encontram acolhida junto a sua família.
Fonte: Revista Rotary  Brasil - Reportagem: Renata Coré - 2 de maio de 2017.

Boletim Semanal nº 41 - Período 2025-2026

Apresentamos o Boletim Semanal n.º 41, do Período 2025-2026. Para leitura completa, clique na imagem abaixo.