01 dezembro, 2020

DETETIVES DE DOENÇAS

Destacamos hoje a publicação da Primeira Dama Jussara Gatto Regalla, na Página Feminina do Boletim Semanal do Rotary RJ Ilha do Governador, conforme a seguir.
Interessante artigo encontra-se veiculado no site do Rotary Internacional acerca dos “Detetives de doenças”, nome dado aos rastreadores de contato de saúde pública, que entravam em ação desde o século passado, muito antes do novo Coronavírus.
Em julho de 2014 um cidadão americano de origem liberiana desmaiou num aeroporto em Lagos, na Nigéria. Três dias depois, ele foi diagnosticado com ebola, marcando o primeiro caso desta doença no país, mas que gerou muita ansiedade ao acenar com a possibilidade de um surto urbano de proporções apocalípticas. Felizmente, o que poderia ter se transformado numa epidemia nefasta foi evitado, 3 meses depois a Organização Mundial da Saúde declarou que o país estava livre do ebola. Para este fim, foram essenciais o programa de erradicação da poliomielite apoiado pelo Rotary. Uma equipe de 40 médicos epidemiologistas, que prestaram assistência na campanha de erradicação da poliomielite no país, foram escalados para combater o ebola, e peritos do programa de combate à poliomielite capacitaram profissionais da saúde no rastreamento de contatos, gestão de casos e muito mais. O rastreamento de contatos tem estado nas notícias ultimamente devido ao papel importante que pode desempenhar na contenção da propagação do coronavírus, mas este método tem sido uma pedra angular da saúde pública desde o século passado. A prática tem sido extremamente útil para combater o alastramento de infecções e doenças prevê níveis por vacinas. A varíola foi derrotada não pela vacinação de populações inteiras, mas pela identificação e vacinação de qualquer pessoa que tivesse estado em contato com portadores da doença. O rastreamento de contatos também desempenhou um papel preponderante no progresso contra a paralisia infantil. Os detalhes do rastreamento variam conforme a doença, mas o objetivo é o mesmo: interromper a propagação. Independentemente da doença, o rastreamento de contatos baseia-se na mesma premissa: identificar e monitorar rapidamente todo aquele que interagiu com um infectado a fim de diagnosticar e tratar a pessoa em questão caso desenvolva a doença, o que impede sua propagação, seja por meio de vacinação ou isolamento. A dificuldade que se enfrenta com a Covid-19, assim como a gripe, é seu potencial de propagação, tão rápido que é difícil acompanhá-la. Assim como ocorre também com a poliomielite, muitos infectados são assintomáticos. Verdade é que o esforço de erradicação da poliomielite criou, ao longo do tempo, uma vasta rede de vigilância de base através da formação de mais de 50.000 pessoas na Nigéria, chamadas informantes comunitários. Utilizando cartazes e apresentações, os governos locais treinaram os informantes comunitários sobre os sintomas do vírus. E a experiência com a poliomielite permitiu formar muitas pessoas que são agora versadas na vigilância da covid-19. Não se parte do zero pois a estrutura da poliomielite na Nigéria tornou a resposta a qualquer surto de doença mais rápida e focada: “Foi por isso que a Nigéria conseguiu derrotar o ebola, e é também por isso que a Nigéria é capaz de combater a covid-19. O mundo deve agradecer ao Rotary International por isso.”(1)

Mais uma vez o Rotary mostra o valor de suas iniciativas pioneiras em prol da comunidades, da saúde e bem estar mundial. 

Jussara Gatto Regalla

(1) Por Diana Schoberg. Artigo publicado originalmente na edição de outubro de 2020 da revista Rotary. https://www.rotary.org/pt/disease-detectives-public-health-crisis-contact-tracers-are-on-the-case


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