08 março, 2021

BINGO BENEFICENTE ON LINE

No próximo dia 30/03, às 19:30 horas, o Rotary RJ Ilha do Governador realizará bingo beneficente online, em favor do Hospital Nossa Senhora do Loreto.
Não deixe de participar deste evento! Esta é mais uma iniciativa do Rotary visando auxílio à comunidade.
Contate-nos pelos números de Whatsapp indicados e faça sua inscrição.



03 fevereiro, 2021

PROJETO AMPLIA REDE DE TRATAMENTO DE PÉ TORTO

Treinamentos capacitaram mais de 50 médicos no Brasil
No Brasil, a cada ano, nascem cerca de 4 mil crianças com pé torto congênito. Até 20 anos atrás, o tratamento para correção era longo, caro e deixava sequelas. No entanto, uma iniciativa do Rotary ajudou a difundir um método mais rápido, mais barato e eficaz e que, hoje, é padrão nos atendimentos do Sistema Único de Saúde no Brasil: o método Ponseti. 
Não existe uma explicação clara para as causas do pé torto nas crianças, mas, nascer com os dois pés virados para dentro impede a correta locomoção e dificulta a inserção social dessas pessoas. Até o início dos anos 2000, a correção envolvia duas grandes cirurgias, uma para cada pé em dias separados, e o uso de gesso por um longo período. Mesmo assim, os resultados não eram totalmente satisfatórios. 
“Os pés ficavam muito duros, muito sem força. Era um pé que tinha mais chance de ser doloroso, de ter artrose, ou seja, os resultados a longo prazo não eram muito legais. E isso não era só aqui no Brasil, era no mundo todo”, lembra Monica Nogueira, médica ortopedista e associada do Rotary Club de São Paulo – Sudeste. 
Com especialização em ortopedia infantil e em tratamento de problemas congênitos, Monica ajudou a trazer e difundir no Brasil o método Ponseti, que ela conheceu durante um período de estudos nos Estados Unidos. 
Monica aplica gesso em criança´
durante treinamento
O método foi desenvolvido pelo médico espanhol Ignacio Ponseti, na década de 1940, que trabalhou na Universidade de Iowa. O tratamento consiste na manipulação delicada dos pés da criança aliada à utilização de gessos. Envolve, ainda, a realização de uma pequena cirurgia e o uso de órteses (botas corretivas). 
O uso do método Ponseti reduz o tempo de correção do pé torto de cerca de dois anos para cerca de dois meses, apenas com a necessidade do uso da órtese para evitar recidivas (que os pés fiquem tortos novamente) até os quatro anos de idade. 
Ao perceber o avanço que o método significava para o tratamento de tantas crianças que tinham o problema, Monica e um grupo de colegas se engajaram para oferecer uma sequência de treinamentos em diferentes localidades do mundo, para difundi-lo. Foi aí que surgiu a oportunidade de se juntar ao Rotary para implementar e dar escala a um projeto que ensinaria o método a médicos de diferentes partes do Brasil. Mais tarde, esses médicos formariam o grupo que hoje é chamado de Ponseti Brasil. 
Monica atuava em parceria com o médico José Morcuende, também da Universidade de Iowa, e conta que ele buscava uma instituição idônea para difundir os treinamentos no método Ponseti. 
O Rotary Club de Iowa, ela explica, tinha fortes ligações com o doutor Ponseti e se tornou parceiro dos ortopedistas para difundir o tratamento pelo Brasil e, depois, para toda a América Latina. Os treinamentos foram realizados por meio de mentorias, como já havia sido feito anteriormente, em parceria com a USAID na Nigéria, Paquistão e Peru. A USAID é a agência de cooperação internacional dos Estados Unidos. 
Com o sucesso da iniciativa, Morcuende e Monica se tornaram rotarianos e trouxeram a ideia do treinamento para o Brasil, já com a intenção de torna-lo um grande projeto. 
Assim, em 2016, já associada ao Rotary Club de São Paulo – Sudeste, em uma parceria com o Rotary Club de Iowa City A.M., Monica conseguiu liderar o projeto que treinou mais de 50 médicos brasileiros no método Ponseti: o Erradicando o Pé Torto Congênito no Brasil. 
“A gente treinou 50 ortopedistas pediátricos que já trabalhavam no serviço público, 50 foi o número dos patrocinados, mas outros médicos também participaram, pois prestavam assistência aos médicos convidados”, detalha a médica. 
“Parte das aulas era feita online e quando eles vinham (até nós), a gente partia para a ação. Víamos cinco crianças a cada quatro horas e tínhamos discussões detalhadas. A gente também fez workshop em modelos plásticos. Fizemos o treinamento de dez médicos com dez professores, ou seja, um professor para cada aluno, e isso criava um vínculo entre eles, que dava suporte ao aluno”, complementa. 
Um dos objetivos do projeto era que cada participante, ao terminar o treinamento, voltasse a sua unidade de atendimento e implementasse uma clínica Ponseti. A clínica, explica Monica, não se trata de uma estrutura física exclusiva para a realização do método, mas de um período fixo de atendimento (uma manhã ou uma tarde por semana, por exemplo) para tratar exclusivamente crianças com pé torto.
“Conseguimos a implantação de 38 clínicas Ponseti [entre os médicos treinados]. Por variados motivos, alguns (participantes) não conseguiram implantar”, diz. 
Projeto possibilitou ampliar o tratamento
pelo método Ponseti no SUS
Os treinamentos foram realizados em cinco séries separadas, em cidades do Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. O total investido no projeto foi de US$ 193.591. Os principais financiadores do projeto foram os distritos* 4420 e 6000, mas o trabalho também recebeu aportes dos distritos 5970 e 5300. 
Associados do Rotary também receberam treinamento para que entendessem a importância do tratamento e ajudassem na correta disseminação de informações sobre o assunto. Enfermeiros e técnicos de gesso foram instruídos a como dar suporte aos médicos, cada um em sua área de atuação. 
“Podemos dizer que, depois desse projeto do Rotary, o tratamento no SUS está muito mais ampliado. O Rotary foi vital nesse projeto que deu origem a várias clínicas do SUS”, aponta Monica. Atualmente, o Brasil conta com 80 clínicas Ponseti que atendem pelo Sistema Único de Saúde. Na rede privada, o tratamento do pé torto pelo mesmo método pode variar entre R$ 2 mil e R$ 14 mil. 
A única parte do tratamento que ainda não é oferecida pelo SUS é a que se refere ao uso das órteses, as botas corretivas para a manutenção da correta posição dos pés. As órteses podem custar de R$ 250 a R$ 600. Cada paciente necessita de cinco a seis órteses durante o tratamento, já que elas precisam ser trocadas devido ao crescimento da criança. 
Como funciona o método Ponseti? 
Como já mencionado, inicialmente, o método Ponseti trata o pé torto com a manipulação delicada dos membros seguida da utilização de gessos. O gesso é trocado a cada semana, e o tratamento completo costuma usar de cinco a sete gessos, fazendo com que, em cerca de dois meses, os pés da criança estejam corrigidos. 
Após a correção da posição dos pés, o paciente passa por uma pequena cirurgia, na qual há um corte no tendão de Aquiles. O procedimento é simples e pode ser feito em ambulatórios, não necessitando a utilização de centros cirúrgicos. 
Monica lembra que o ideal é que a criança seja levada para tratamento logo após seus primeiros meses de vida, pois, quanto mais cedo a correção for feita, melhor será o resultado do tratamento. 
É indicado que se busque o tratamento
nos primeiros meses de vida do bebê
Após a cirurgia, é preciso que o paciente passe a usar órteses para evitar que os pés fiquem tortos novamente. No tratamento feito em um paciente recém-nascido, por exemplo, o bebê passa três meses usando a órtese 23 horas por dia, tirando-a apenas para tomar banho. Após esse tempo, a órtese deve ser utilizada no período noturno, por 14 horas, até os 4 anos de idade. 
Monica destaca que essa é uma fase muito importante do tratamento, mas que acaba sendo negligenciada por alguns pais. 
“Alguns pais pensam que a órtese é uma vilã, porque a criança fica imobilizada, mas queremos passar a visão de que a órtese é a fada madrinha do tratamento. Com o pé da criança corrigido e o uso adequado da órtese, acabou, não precisa fazer mais nada. Não precisa fazer fisioterapia, não tem que fazer tratamento especial, tomar remédio, não tem que fazer nada, só isso. Por isso que ela é importante”, afirma. 
Segundo a médica, quando o uso da órtese é feito corretamente, as chances de recidiva (que os pés fiquem tortos novamente) diminuem consideravelmente com o passar do tempo. 
“Para se ter uma ideia, ela é de 100% no recém-nascido, se não usar a botinha. Com um ano, é de 80% de recidiva sem a bota, com dois anos é de 60% de recidiva sem a órtese, três anos é de 20% de recidiva sem a bota e, aos quatro anos, é de 10%. Com um protocolo legal, o risco de recidiva até os quatro anos, com a órtese, é zero”, destaca. 
Para Monica, ainda falta haver uma divulgação mais ampla dos locais onde são realizadas as clínicas Ponseti. Segundo ela, essas informações acabam sendo divulgadas informalmente, entre os próprios pais, por meio da internet. “A rede não está formalizada. O referenciamento é feito pela rede de pais. A mãe deveria sair da maternidade com um papelzinho indicando um serviço que faz isso”, aponta.
Também é por meio dos próprios pais que se fazem indicações sobre bancos de órteses, nos quais as botas já usadas são cuidadas, pintadas e vendidas a preços mais acessíveis. 
Segundo Monica, os treinamentos realizados no Brasil foram um piloto. Com o sucesso visto aqui, outros Rotary Clubs também já realizaram treinamentos no método Ponseti na Colômbia, México, Bolívia e República Dominicana. Os próximos países que devem realizar treinamentos na área são Argentina, Paraguai e Equador.
Para este ano, está prevista a avaliação do programa, com visitas aos médicos treinados pelo projeto. Com a avaliação, espera-se conseguir uma validação da rede de clínicas pelo Ministério da Saúde para melhorar o acesso ao tratamento do pé torto. 
Publicado originalmente em Vozes do Rotary - 25/01/2021 .

20 janeiro, 2021

DIA MUNDIAL DE COMBATE À PÓLIO: O BRASIL É PENTA!


Pela quinta vez consecutiva, os rotarianos do Brasil ficaram em primeiro lugar no cadastro de eventos do Dia Mundial de Combate à Pólio. 
No total mundial, no ano de 2020, foram registrados 7.652 eventos. Destes, 2.510 foram cadastrados no Brasil. O número ficou bem acima do segundo lugar, o México, que cadastrou 650 eventos. Os Estados Unidos completam o podium em terceiro lugar, com 530 eventos cadastrados. 
O Rotary dá os parabéns a todos os rotarianos brasileiros que se dedicaram a promover essa importante causa e colocaram nosso país, mais uma vez, como líder na conscientização pela importância da vacina contra a paralisia infantil.
Fonte: Informativo RI Brazil Office - Janeiro 2021 .

26 dezembro, 2020

CAMPANHA LACRES E TAMPINHAS PLÁSTICAS

O Rotary RJ Ilha do Governador, no atual período, está empenhado em desenvolver a Campanha de Coleta de Lacres, Latas de Alumínio e Tampas de Garrafas PET. 
A campanha visa compartilhar os materiais arrecadados entre o Rotary RJ Ilha do Governador para obtenção de andadores e o com o Rotary Clube RJ Penha, para troca por cadeiras de rodas. 
Numa primeira etapa os materiais foram doados pelo Hospital Municipal Nossa Senhora do Loreto, localizado no Galeão, Ilha do Governador, em campanha de arrecadação comandada por sua Diretora. 
O Hospital do Loreto é parceiro do Rotary RJ Ilha do Governador de longa data. O clube tem atuado junto à Casa da Amizade da Família Rotária da Cidade do Rio de Janeiro, para doação por esta Instituição de lençóis e outros materiais para a unidade hospitalar. 
A seguir, imagens do recebimento do lote de lacres e tampinhas pelo Presidente 2020-2021 do Rotary RJ Ilha do Governador, Sylvio Augusto Regalla Júnior, em evento ocorrido no último dia 21 de dezembro de 2020, nas dependências do Hospital do Loreto. 
Na primeira foto, à esquerda Dra. Lucy, Vice-Diretora e à direita, o Presidente Sylvio Augusto Regalla Júnior, tendo a seu lado a Diretora do Hospital Dra. Ana Cláudia Cruz. Entre as Diretoras, a responsável pela manutenção do hospital.
     
          

01 dezembro, 2020

DETETIVES DE DOENÇAS

Destacamos hoje a publicação da Primeira Dama Jussara Gatto Regalla, na Página Feminina do Boletim Semanal do Rotary RJ Ilha do Governador, conforme a seguir.
Interessante artigo encontra-se veiculado no site do Rotary Internacional acerca dos “Detetives de doenças”, nome dado aos rastreadores de contato de saúde pública, que entravam em ação desde o século passado, muito antes do novo Coronavírus.
Em julho de 2014 um cidadão americano de origem liberiana desmaiou num aeroporto em Lagos, na Nigéria. Três dias depois, ele foi diagnosticado com ebola, marcando o primeiro caso desta doença no país, mas que gerou muita ansiedade ao acenar com a possibilidade de um surto urbano de proporções apocalípticas. Felizmente, o que poderia ter se transformado numa epidemia nefasta foi evitado, 3 meses depois a Organização Mundial da Saúde declarou que o país estava livre do ebola. Para este fim, foram essenciais o programa de erradicação da poliomielite apoiado pelo Rotary. Uma equipe de 40 médicos epidemiologistas, que prestaram assistência na campanha de erradicação da poliomielite no país, foram escalados para combater o ebola, e peritos do programa de combate à poliomielite capacitaram profissionais da saúde no rastreamento de contatos, gestão de casos e muito mais. O rastreamento de contatos tem estado nas notícias ultimamente devido ao papel importante que pode desempenhar na contenção da propagação do coronavírus, mas este método tem sido uma pedra angular da saúde pública desde o século passado. A prática tem sido extremamente útil para combater o alastramento de infecções e doenças prevê níveis por vacinas. A varíola foi derrotada não pela vacinação de populações inteiras, mas pela identificação e vacinação de qualquer pessoa que tivesse estado em contato com portadores da doença. O rastreamento de contatos também desempenhou um papel preponderante no progresso contra a paralisia infantil. Os detalhes do rastreamento variam conforme a doença, mas o objetivo é o mesmo: interromper a propagação. Independentemente da doença, o rastreamento de contatos baseia-se na mesma premissa: identificar e monitorar rapidamente todo aquele que interagiu com um infectado a fim de diagnosticar e tratar a pessoa em questão caso desenvolva a doença, o que impede sua propagação, seja por meio de vacinação ou isolamento. A dificuldade que se enfrenta com a Covid-19, assim como a gripe, é seu potencial de propagação, tão rápido que é difícil acompanhá-la. Assim como ocorre também com a poliomielite, muitos infectados são assintomáticos. Verdade é que o esforço de erradicação da poliomielite criou, ao longo do tempo, uma vasta rede de vigilância de base através da formação de mais de 50.000 pessoas na Nigéria, chamadas informantes comunitários. Utilizando cartazes e apresentações, os governos locais treinaram os informantes comunitários sobre os sintomas do vírus. E a experiência com a poliomielite permitiu formar muitas pessoas que são agora versadas na vigilância da covid-19. Não se parte do zero pois a estrutura da poliomielite na Nigéria tornou a resposta a qualquer surto de doença mais rápida e focada: “Foi por isso que a Nigéria conseguiu derrotar o ebola, e é também por isso que a Nigéria é capaz de combater a covid-19. O mundo deve agradecer ao Rotary International por isso.”(1)

Mais uma vez o Rotary mostra o valor de suas iniciativas pioneiras em prol da comunidades, da saúde e bem estar mundial. 

Jussara Gatto Regalla

(1) Por Diana Schoberg. Artigo publicado originalmente na edição de outubro de 2020 da revista Rotary. https://www.rotary.org/pt/disease-detectives-public-health-crisis-contact-tracers-are-on-the-case


25 novembro, 2020

MCDIA FELIZ - MAIS UMA AÇÃO SOCIAL DE SUCESSO

Em que pese o período de pandemia que atravessamos, mais uma vez este ano o Rotary RJ Ilha do Governador participou intensamente da Campanha McDia Feliz, com doações para a Casa Ronald McDonalds. 
Desta vez foram feitas contribuições por associados do Rotary RJ Ilha do Governador e por simpatizantes da causa rotária na Ilha do Governador, Rio de Janeiro, equivalentes a 300 (trezentos) sanduiches Big Mac.
Tais doações permitiram ao Rotary RJ Ilha do Governador distribuir os sanduíches para crianças e adolescentes de comunidades carentes da Ilha do Governador, a saber: Capela São Pedro (Praia da Rosa) - Casa do Índio - Fonte Que Clama – Lar São José - Comunidade do Dendê - Capela Santa Rita - Boogie Woogie – Casa Missionária do Ministério de Missões Beit Immanuel.
Durante a entrega dos sanduíches ficou patente a alegria e a felicidade de quem os recebeu.
Mais uma vez, a campanha teve a dedicação integral do associado Sérgio Maurício Fabri, coordenando as doações, a busca dos sanduíches na loja McDonalds e a entrega aos beneficiados.
Abaixo, imagens dos eventos de entrega.
  

   

   

   

   

   

Boletim Semanal nº 41 - Período 2025-2026

Apresentamos o Boletim Semanal n.º 41, do Período 2025-2026. Para leitura completa, clique na imagem abaixo.